domingo, 8 de março de 2009

Capitólio - Cidade Rainha dos Lagos

Lago de Furnas Criado pela barragem de Furnas, o reservatório de grandes proporções tem 1.440 km², quatro vezes a Baia de Guanabara. "O mar de Minas" como é conhecido por aqui. Compreende 34 municípios entre eles Capitólio considerada a Cidade "Rainha dos Lagos".

Passeio na Trilha do Sol
Acesso fácil, cerca de 25Km da sede do município. Possui pousada, restaurante (comida mineira), cachoeiras, piscina de água corrente, redário, chuveirão e trilhas. Para conhecer ou passar o dia na Trilha é cobrada uma taxa.

São várias alternativas de trilhas e o mais importante deste passeio é que existem guias que dão todo suporte e aconselhamentos de trilhas para cada tipo de público.

Lago Azul
Beleza exuberante, água cristalina com piscinas com tons de verde, azul ao dourado, dando acesso ao restaurante flutuante e as escunas.


segunda-feira, 2 de março de 2009

A agonia de um gigante...



Por Paulo Baraky Werner


Como presidente do CIPFANI – Centro de Investigações e Pesquisas de Fenômenos Aéreos Não Identificados, sediado em Contagem, MG, realizamos centenas de pesquisas em solo mineiro.

Um dos locais mais pesquisados pelo grupo, é a região da Serra do Espinhaço, que engloba vários municípios e distritos, tais como Baldim, Vargem Grande, Conceição do Mato Dentro, Cardeal Mota, Santana do Riacho e etc... A região também é conhecida como Serra do Cipó, mas na realidade, o parque é pequeno diante da imensidão do maciço que se estende até a Bahia.

Pesquisando a região desde 1987, época em que o turismo praticamente não existia, tivemos acesso a cachoeiras, cavernas, e sítios arqueológicos. Tudo isso preservado, e resguardado da fúria dos “turistas de plantão”.

Taboleiro só veio a ser conhecido dos turistas, lá pelos idos de 1998, quando a cachoeira que leva o mesmo do vilarejo começou a ser apresentada ao grande público. Uma parte pelas matérias que escrevi na revista UFO, e pelas expedições que realizei, levando pessoas para conhecer os mistérios e belezas da região.

Nesta época, era possível ir e desfrutar de um paraíso quase intocado. Não havia lixo, porteiras, e “bichos-grilos” por todos os lados.
Era possível, como presenciei por várias vezes, ficar acampado por vários dias, sem ver uma viva alma. Raramente, quando via, eram moradores locais. Gente simples, e trabalhadora.

Visitando a região de Conceição do Mato Dentro e Taboleiro por mais de 20 anos, notamos a total degradação que o turismo mal planejado provocou.
De que adianta entregar sacolinhas de plástico e pedir aos visitantes que não jogue lixo no chão... O perfil do turista que freqüenta a região é diversificado, indo do turista exemplar, que sabe e tem consciência na preservação do local, até aqueles que chegam com seus carros com som alto, ou melhor estridente. Destoando por completo do silêncio que a natureza proporciona. O uso de drogas, e o consumo de bebidas é feito na beira dos rios sem qualquer controle. A prefeitura de Conceição criou o Parque Ecológico, cobra a visita e restringe o horário de visitas. Mas isso não resolve nada. Pois o turismo que se vê em Taboleiro, é a prova definitiva que o Brasil é 3º Mundo, e vai continuar sendo por centenas de anos.

As pousadas cobram preços amargos, o cliente paga e pensa que vai estar desfrutando de alguns dias de sossego. Ledo engano, pois carros e bares com som nas alturas, nos deixa a sensação que BH está lá fora, com seus engarrafamentos, violência e todo tipo de confusão.

Tudo isso nos mostra perfeitamente, que o Brasil é a terra sem lei. E que aqui, tudo é permitido.

E em toda a região, passando por Cardeal Mota, Lagoa Santa e etc.... o que vemos é a invasão de “turistas” que sedentos por um contato com a natureza, desconhecem os princípios básicos de cidadania e respeito ao próximo.

Por ter presenciado por 20 anos o crescimento do turismo na região, posso afirmar com toda a certeza. Se algo não for feito de imediato, a Serra do Cipó, em breve vai estar agonizando, e assim como a Lagoa Várzea das Flores, vai se tornar ponto de farofeiros e bandidos.

De tudo isso eu só tenho uma certeza... nunca mais vou na Serra do Cipó em feriados. Como dizem, virou programa de índio.

Atenciosamente

Paulo H.. Baraky Werner
Presidente CIPFANI

www.cipfani.com