
Por Paulo Baraky Werner
Como presidente do CIPFANI – Centro de Investigações e Pesquisas de Fenômenos Aéreos Não Identificados, sediado em Contagem, MG, realizamos centenas de pesquisas em solo mineiro.
Um dos locais mais pesquisados pelo grupo, é a região da Serra do Espinhaço, que engloba vários municípios e distritos, tais como Baldim, Vargem Grande, Conceição do Mato Dentro, Cardeal Mota, Santana do Riacho e etc... A região também é conhecida como Serra do Cipó, mas na realidade, o parque é pequeno diante da imensidão do maciço que se estende até a Bahia.
Pesquisando a região desde 1987, época em que o turismo praticamente não existia, tivemos acesso a cachoeiras, cavernas, e sítios arqueológicos. Tudo isso preservado, e resguardado da fúria dos “turistas de plantão”.
Taboleiro só veio a ser conhecido dos turistas, lá pelos idos de 1998, quando a cachoeira que leva o mesmo do vilarejo começou a ser apresentada ao grande público. Uma parte pelas matérias que escrevi na revista UFO, e pelas expedições que realizei, levando pessoas para conhecer os mistérios e belezas da região.
Nesta época, era possível ir e desfrutar de um paraíso quase intocado. Não havia lixo, porteiras, e “bichos-grilos” por todos os lados.
Era possível, como presenciei por várias vezes, ficar acampado por vários dias, sem ver uma viva alma. Raramente, quando via, eram moradores locais. Gente simples, e trabalhadora.
Visitando a região de Conceição do Mato Dentro e Taboleiro por mais de 20 anos, notamos a total degradação que o turismo mal planejado provocou.
De que adianta entregar sacolinhas de plástico e pedir aos visitantes que não jogue lixo no chão... O perfil do turista que freqüenta a região é diversificado, indo do turista exemplar, que sabe e tem consciência na preservação do local, até aqueles que chegam com seus carros com som alto, ou melhor estridente. Destoando por completo do silêncio que a natureza proporciona. O uso de drogas, e o consumo de bebidas é feito na beira dos rios sem qualquer controle. A prefeitura de Conceição criou o Parque Ecológico, cobra a visita e restringe o horário de visitas. Mas isso não resolve nada. Pois o turismo que se vê em Taboleiro, é a prova definitiva que o Brasil é 3º Mundo, e vai continuar sendo por centenas de anos.
As pousadas cobram preços amargos, o cliente paga e pensa que vai estar desfrutando de alguns dias de sossego. Ledo engano, pois carros e bares com som nas alturas, nos deixa a sensação que BH está lá fora, com seus engarrafamentos, violência e todo tipo de confusão.
Tudo isso nos mostra perfeitamente, que o Brasil é a terra sem lei. E que aqui, tudo é permitido.
E em toda a região, passando por Cardeal Mota, Lagoa Santa e etc.... o que vemos é a invasão de “turistas” que sedentos por um contato com a natureza, desconhecem os princípios básicos de cidadania e respeito ao próximo.
Por ter presenciado por 20 anos o crescimento do turismo na região, posso afirmar com toda a certeza. Se algo não for feito de imediato, a Serra do Cipó, em breve vai estar agonizando, e assim como a Lagoa Várzea das Flores, vai se tornar ponto de farofeiros e bandidos.
De tudo isso eu só tenho uma certeza... nunca mais vou na Serra do Cipó em feriados. Como dizem, virou programa de índio.
Atenciosamente
Paulo H.. Baraky Werner
Presidente CIPFANI
www.cipfani.com
Como presidente do CIPFANI – Centro de Investigações e Pesquisas de Fenômenos Aéreos Não Identificados, sediado em Contagem, MG, realizamos centenas de pesquisas em solo mineiro.
Um dos locais mais pesquisados pelo grupo, é a região da Serra do Espinhaço, que engloba vários municípios e distritos, tais como Baldim, Vargem Grande, Conceição do Mato Dentro, Cardeal Mota, Santana do Riacho e etc... A região também é conhecida como Serra do Cipó, mas na realidade, o parque é pequeno diante da imensidão do maciço que se estende até a Bahia.
Pesquisando a região desde 1987, época em que o turismo praticamente não existia, tivemos acesso a cachoeiras, cavernas, e sítios arqueológicos. Tudo isso preservado, e resguardado da fúria dos “turistas de plantão”.
Taboleiro só veio a ser conhecido dos turistas, lá pelos idos de 1998, quando a cachoeira que leva o mesmo do vilarejo começou a ser apresentada ao grande público. Uma parte pelas matérias que escrevi na revista UFO, e pelas expedições que realizei, levando pessoas para conhecer os mistérios e belezas da região.
Nesta época, era possível ir e desfrutar de um paraíso quase intocado. Não havia lixo, porteiras, e “bichos-grilos” por todos os lados.
Era possível, como presenciei por várias vezes, ficar acampado por vários dias, sem ver uma viva alma. Raramente, quando via, eram moradores locais. Gente simples, e trabalhadora.
Visitando a região de Conceição do Mato Dentro e Taboleiro por mais de 20 anos, notamos a total degradação que o turismo mal planejado provocou.
De que adianta entregar sacolinhas de plástico e pedir aos visitantes que não jogue lixo no chão... O perfil do turista que freqüenta a região é diversificado, indo do turista exemplar, que sabe e tem consciência na preservação do local, até aqueles que chegam com seus carros com som alto, ou melhor estridente. Destoando por completo do silêncio que a natureza proporciona. O uso de drogas, e o consumo de bebidas é feito na beira dos rios sem qualquer controle. A prefeitura de Conceição criou o Parque Ecológico, cobra a visita e restringe o horário de visitas. Mas isso não resolve nada. Pois o turismo que se vê em Taboleiro, é a prova definitiva que o Brasil é 3º Mundo, e vai continuar sendo por centenas de anos.

As pousadas cobram preços amargos, o cliente paga e pensa que vai estar desfrutando de alguns dias de sossego. Ledo engano, pois carros e bares com som nas alturas, nos deixa a sensação que BH está lá fora, com seus engarrafamentos, violência e todo tipo de confusão.
Tudo isso nos mostra perfeitamente, que o Brasil é a terra sem lei. E que aqui, tudo é permitido.
E em toda a região, passando por Cardeal Mota, Lagoa Santa e etc.... o que vemos é a invasão de “turistas” que sedentos por um contato com a natureza, desconhecem os princípios básicos de cidadania e respeito ao próximo.
Por ter presenciado por 20 anos o crescimento do turismo na região, posso afirmar com toda a certeza. Se algo não for feito de imediato, a Serra do Cipó, em breve vai estar agonizando, e assim como a Lagoa Várzea das Flores, vai se tornar ponto de farofeiros e bandidos.
De tudo isso eu só tenho uma certeza... nunca mais vou na Serra do Cipó em feriados. Como dizem, virou programa de índio.
Atenciosamente
Paulo H.. Baraky Werner
Presidente CIPFANI
www.cipfani.com
Paulo,
ResponderExcluirVc me ensinou isto, vale relembra-lo...
Execesso de "e" depois da vírgula.
O resto está ótimo. Interssante.